Thursday, 08 July 2010 12:17

Reflections on journalism ethics

The question of ethics and ethical standards in journalism practice has been one of the most debated at all fora of academic discourse. In fact, settling on the definition and dimensions of ethics in journalism has been battered beyond the skin right to the marrow.

The special syndicate session on journalism ethics during this year’s WJEC/Africa Highway Conference held at Rhodes University and hosted by the Africa Media Matrix was no exception.  Led in discussions by Proffesor Kwame Karikari, the syndicate members tried to refresh on the definition of ‘ethics’ which ended on nothing but moral virtues on what is right or wrong; which needed to be done or not, written or not, published or not.

The need to find out what journalistic ethical behaviours were resonated on the above which, in deed, formed behavioural guide to journalistic practice world-wide. The common areas of interest bordered on institutionally operative environments from where a journalist practised. What are the political, socio-cultural and economic underpinnings within a given environment?

Of importance were ethical concerns on reporting on children and vulnerable groups such as people living with HIV/AIDS [PLWHAs]. Because children were innocent and ignorant, therefore meant seeking for parental consent in cases considered sensitive.

On the part of vulnerable groups, it was advised to report with circumspection since it was  necessary not to compound the state of stigma and discrimination they already suffered.

The syndicate group also considered the linkage between products of j-institutions and industry. The question of ‘who needed who?’ was much of a dilemma in the sense that whilst journalists were trained to uphold moral values within the context of existing code on ethics [or code of conduct as existed in some countries], the demands of some owners of the industry usually questioned moral standards put out by some practitioners. The editorial policies, political atmosphere, and oftentimes the economic enticements posed challenges that called to test what was right to be done.

Between the law and thics, the dilemma was overwhelming. The syndicate group was not far from the reality that what could be morally justified might be unlawful,  which was vice versally true.

From the point of view of the syndicate group, these reflections went to emphasize the need for a course syllabus that would dare come out with the much-needed tools for teaching ethics with the view to ensuring that, between what the students were taught and how they were expected to cope up with the real world of work,  the bridge would have been narrowed to the thinnest possible. And that was exactly what the syndicate group on Journalism Ethics did.

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Ética nos Media é uma matéria que tem levantado acalorados debates nos fora académicos, jornalísticos e outros. A tríade academia, media, público, forma uma ligação incontornável. Sendo o jornalista um elemento da sociedade, ele traz consigo elementos inalienáveis fruto da sua convivência social. Por outro lado, a assimilação de conhecimentos através da universidade – se fôr esse o caso – e, o desenvolvimento da actividade no local de trabalho levantam situações novas, muitas vezes conflituantes.

Tornou-se cliché dizer por exemplo, “fontes geralmente bem informadas…”, “fontes afectas…”, “fonte na condição de anonimato…”, “para não sujeitar a nossa fonte a pressões…

Anúncios publicitários usam crianças inadvertidas nos seus spots. Ou uma grande empresa oferece lanche a crianças, e, em jeito de agradecimento em côro entoam uma frase-chave de um spot publicitário da companhia.

Jornais e televisões não protegem a identidade das vítimas de crimes, ao ensaiar cobrir parcialmente a sua face.

Organizações religiosas, partidos, equipas de futebol através dos seus media fazem propaganda tentando ganhar novos simpatizantes. Isto significa invadir outros espaços.

Grandes companhias, no âmbito da chamada responsabilidade social, instrumentalizam os media, exibindo os seus donativos a comunidade através destes.

Se bem haja sempre um tema, neste contexto aparece com maior destaque o jornalista, aquele que apresenta o produto final ao público. A quem deve ele obediência? Ao empregador? Ao Chefe de Redacção? À sua consciência? Ou às suas necessidades objectivas de sobrevivência? A sociedade tem alguma autoridade ou algum papel?

Ética no jornalismo ressalta o dilema do Interesse público e da privacidade. O jornalista, em nome da verdade e no compromisso de honra, assume o direito de, usando formas nãos legais, investigar, escrever e publicar media histórias de corrupção. Cairá ele nas malhas da justiça por se ter apoderado “fraudulentamente” das provas? Tem ele direito a protecção? De quem?

As novas tecnologias trivializaram em certa medida a profissão de jornalista. As mensagens via celular, bloggs, fazem circular “informações” sem qualidade que muitas vezes fazem a opinião pública.

Seja como for, a formação académica do jornalista é uma ponte para a assimilação com vista a uma prestação ética na actividade. O exercício de trabalho em equipa para incutir de forma sistemática e racional o papel do jornalista em tanto que cidadão profissional pode ser uma via positiva. Por outro lado, o estabelecimento de instrumentos reguladores da actividade jornalística pode concorrer para a defesa da classe.

Com o desenvolvimento tecnológico e a apetência dos conglomerados comunicacionais a  supremacia económica e influencia politica, o jornalismo ético enfrentara sem sombra de dúvida outros desafios. Isto significa que o debate vai continuar. Valorizar a profissão e defender valores e a fórmula que deve continuar.

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